quarta-feira, outubro 17, 2012

Sou feita de choros na madrugada
De tristezas vindas do nada.
Sou feita de amores mal terminados, de amores abandonados.
De amores que foram sem minha permissão.
Sou feita de atos por impulsão
Sou feita da paz, de ter feito as coisas que fiz. 

Sou feita de arrependimentos pelas coisas que não fiz, e pelas que fiz também.
Tenho medo do desconhecido, mas meu medo nunca é maior que a minha vontade de tentar. Arrisco, me jogo, durmo com a paz da certeza.

Sou feita das pessoas que eu deixei no passado,e das saudades eternas que me acompanham.


Sou feita de batalhas solitárias, batalhas internas, batalhas dentro do meu mundo.
Sou feita de alegrias secretas, de vitórias secretas. 

Pequenos detalhes que me preenchem.
Sou feita do abraço da minha mãe, dos conselhos do meu pai, do sorriso das minha irmãs, da loucura de meus amigos.
Meu amor transborda, não cabe no coração. 

Dai que eu o distribuo.
Ponho na mão de quem puder cuidar dele pra mim.
Sou amor constante. Não durmo pra sonhar, sonho acordada.
Sou perdão, sou verdade.Sou saudade,sou abraço, sou sorriso, sou mar, sou lua cheia, sou música.
Sou doçura, sou amargo, sou veneno, sou antídoto.
Sou o que você não vê apenas olhando pra mim.

Imelda Sitole.



terça-feira, outubro 09, 2012




"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, 
seja no meio de um deserto, seja no meio das grandes cidades. 
E quando estas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, 
todo o passado e todo o futuro perde qualquer importância, 
e só existe aquele momento, e aquela certeza incrível de 
que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma Mão. 
A Mão que desperta o Amor, e que fez uma alma gêmea para cada 
pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros debaixo do sol. 
Porque sem isto não haveria qualquer sentido para os sonhos da raça humana."

(O Alquimista)







Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele. É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”. Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto. Ninguém deixa de sofrer as conseqüências de cada coisa que se passa debaixo do sol. Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.




segunda-feira, outubro 08, 2012


O pior pecado que podemos cometer na vida é esquecer quem somos. 
Existem pessoas que têm o dom de nos roubar, 
existem pessoas que têm o dom de nos fazer esquecer quem somos, 
mas existem outras que têm o dom de nos devolver & de nos fazer lembrar quem somos [...] 
Este foi o grande poder do olhar de Jesus, 
o olhar de Jesus atingia & fazia aquela pessoa recordar-se que ela era Filha do céu! Um diamante mesmo quando está 
sujo ele continua sendo diamante, 
mesmo quando ele está com a aparência de barro & de cascalho, 
lá dentro a dignidade está preservada, é diamante! 
E a sua vida é isso pode ser que algum 
momento da sua história você tenha se sentido cascalho, 
só sentido porque você não é, você é diamante precioso!
Padre Fábio de Melo.


sábado, setembro 29, 2012


"Ser pessoa é ser dono de você mesmo, 
é saber lidar com seu jeito de ser, 
de amar, de sentir, de pensar, de ter suas limitações 
e saber o que você pode e quer de verdade. 
Quantas vezes você se dispôs a ser o que não era,
dizendo 'sim' onde era para dizer 'não'? 
Você não teve consciência do que não podia. 
É o que Jesus sempre fez com as pessoas. 
Fazendo-as tomarem posse do próprio território, de si mesmas. 
'Eu sou dono de mim, e não abro mão'." 

Fábio de Melo em "Quem me roubou de mim?"






"Whisper words of wisdom: 
Let it be...
There will be an answer:
Let it be!..."

The Beatles.

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Quando vc passar por momentos difíceis,e
 se perguntar onde está DEUS, lembre-se que durante 
uma prova o professor sempre está em Silêncio.

sexta-feira, setembro 28, 2012



Talking with Shail

Depois que meu amigo indiano Shailesh mudou-se da Índia para o Canadá e depois disso casou-se com uma tb indiana ("his lovely wife" que, graças a Deus, não ciuma de mim) passamos a conversar menos. Mas tb... quando conversamos, podem ser apenas por uns breves minutos, e ele destrava minha mente, me reinicia, clareia tudo, me dá um sacode e reflito sobre "What I really want". Reparem... isso não é uma pergunta, porque não tenho dúvidas, jamais as tive. A pergunta mesmo é "Por que continuo me machucando, sem focar apenas no que realmente eu quero?". O que eu quero e busco não para amanhã, não para continuar adiando meus sonhos, mas pra fazê-los num hoje, num agora. Por que continuo fazendo isso comigo? As pessoas só me pediram pra esperar até hj... e, um dia, eu já esperei por mudanças que não vieram. Por que não aprendo? Vivo ainda, como sempre, sentindo-me sozinha a dois. E meu amigo me chicoteou:



"Always remember... 'Hurting other is a crime... but hurting onself is a sin... So don't hurt your self'". 
O engraçado é que "Every little thing is seems to be so easy when he's talking", mas basta o vento passar e tudo já ganha o peso de sempre. Já que remover uma montanha não é fácil na verdade. Ando submersa em silêncio (em tanto silêncio) que, às vezes, penso ter me afogado dentro dele, me enchendo de trabalho, aprendendo a dirigir, preenchendo o espaço vazio, não lendo mais (empobrecendo meu intelecto, pq não consigo me concentrar muito nas leituras), pois tudo o que vejo e sinto é uma reticência que se multiplica até o infinito, enquanto desfio sozinha um a um os dias da minha vida.


by Mi (TPM=In hell).

quinta-feira, setembro 06, 2012


Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas, 
Há dias sem calor, beirais sem ninhos! 

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas, 
Tuas mãos doces, plenas de carinhos! 

Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos... 

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!... 

Florbela Espanca.

P.S. Mad, and totally crazy about you!






Um retrato de tempos antigos
me leva por seus corredores:
as casas eram grandes,
com tios, tias, avôs.
Nas cristaleiras os doces dormiam,
e gatos de porcelana.

As mães faziam bordados,
menino, cuidado,
não mistura leite com manga.

Atrás da casa um rio passava.

ANTIGAMENTE
- Roseana Murray.



CASA MALUCA

Esta é a casa maluca,
de velas soltas ao vento,
os sonhos são sua bússola.
Os que moram dentro dela
pensam estrelas e música.
Esta é a casa barco,
esta é a casa aberta,
como um jardim ao relento.
Aqui o tempo não passa,
o tempo senta e descansa.
Esta é a casa dança,
somos todos bailarinos,
artesãos do sentimento.

- Roseana Murray.



quinta-feira, agosto 30, 2012

"Ando com uma vontade tão grande de receber
todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções.
Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado,
mensagem na madrugada, quero flores, quero doces,
quero música, vento, cheiros, quero parar de me
doar e começar a receber.”
  Caio Fernando Abreu.
 
 

“Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas
não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar,
que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que
dá uma sacudida em você,
caso você esteja delirando.”
Martha Medeiros.
 
 
Mulher não desiste, se cansa.
A gente tem essa coisa de ir até o fim,
esgotar todas as possibilidades,
pagar pra ver.
A gente paga mesmo.
Paga caro, com juros e até parcelado.
Mas não tem preço sair de cabeça erguida,
sem culpa, sem ‘E se’ ! A gente completa o percurso
e às vezes fica até andando em círculos,
mas quando a gente muda de caminho,
meu amigo, é fim de jogo pra você.
 



“Eu bem que gosto de ficar sozinha.
Já tive ótimos momentos comigo mesma
dentro de um trem, em frente ao mar,
lendo um livro.
Mas reconheço que os momentos sublimes,
aqueles eleitos como inesquecíveis,
aconteceram quando eu estava “avec”.
Reconhecer isso não faz eu desprezar a solidão,
mas me impede de adotá-la como
estilo de vida permanente.”
Martha Medeiros.
 
 
 
 

Respostas merecidas
 
Não quero mais guardar expectativas, não quero mais viver de esperas, desilusões, abandonos, não quero mais me importar, não quero mais acreditar tanto assim, não quero mais pensar que o amor que ofereço é o mesmo que voltará, não quero mais guardar promessas, guardar momentos que não voltarão...
Não quero mais fazer planos, pensar no que o amanhã me trará.
Quero guardar apenas o hoje, enfrentá-lo e ultrapassá-lo.
Guardar o melhor, e esperar sem pressa pelo amanhã.
Não vou mais me doar tanto, não vou mais deixar que tudo isso me doa tanto.
Quero ser diferente.
Não quero mais este papel, não quero ser mais eu quem espera.
Não quero ser mais quem dá tudo de si e recebe metades, não quero ser mais quem sempre entende, quem não se magoa.
Não quero ser mais a forte da história, porque veja bem, eu não sou.
Não vou exigir, não irei cobrar, não irei implorar, não irei pedir o que não possa me oferecer.
Mas chega uma hora que cansa.
Cansamos de amar, e compreendemos que também queremos ser amados, queremos ser desejados, queremos ser compreendidos, queremos ser cuidados.
Queremos ter o amor correspondido, a saudade correspondida.
Queremos deixar de andar atrás e compreendemos que desejamos andar do lado.
Queremos alguém que se importe, assim como nos importamos.
Decidi que quero muita paz daqui em diante.
Quero aceitar com graça e leveza as pequenas coisas que a vida trouxer.

Imelda Sitole.


sábado, agosto 25, 2012


Estou aqui não porque deva estar,
nem porque me sinto cativo nesta situação,
mas porque prefiro estar contigo a estar

em qualquer outro lugar no mundo.
Richard Bach.



É que às vezes podemos nos sentir obrigados à determinada situação. Ou impelidos, presos, sufocados, sem sabermos pq aguentamos, sem entender o motivo de estarmos ali em meio a desditas e dissabores... Mas contigo não! Fico ao seu lado por livre e espontânea escolha, pq me faz bem e tudo flui sempre num fluxo agradável. E porque prefiro sua companhia a qualquer outra no mundo, porque quando te abraço penso que não haveria outro lugar onde quisesse estar. Esse é meu jeito de ser... De amar: intensa.
by Mi.

segunda-feira, agosto 20, 2012





"Por mais que eu fizesse...
ficaria bem pago de tudo 
Se me olhasses assim outra vez!"


Os Maias- Eça de Queirós.
Sobre o excerto

Há momentos que nos lançam a lembranças de livros, filmes, músicas. Quando nos damos conta, lá estamos pairando sobre imagens literárias guardadas na memória. Alguém soube manifestar nossos sentimos como premonição? Não... é como compartilhar das mesmas emoções... Usamos tais palavras de livros como companheiras que dizem por nós o que pouco, às vezes, conseguimos expressar...
Hoje lembrei dessa fala de Carlos da Maia à Maria Eduarda, de "Os Maias". Senti uma sensação tão boa e meus pensamentos acharam neste excerto uma cumplicidade quase pueril. Havia tanta ternura naquele jeito de olhar, delicadeza... Não... não faço muito. Queria poder fazer mais por você. Mas lembrar desse olhar de "Obrigado" em silêncio só me fez ver que não há nada de que goste mais do que mimar-te. Quando posso... quando me é possível. E é isso... "Por mais que eu fizesse, ficaria bem paga de tudo se me olhasses assim outra vez".


by Mi.





Ti fofula...

terça-feira, agosto 14, 2012


Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a Humanidade.

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os terá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

Passo e fico, como o Universo.
Caeiro - Fernando Pessoa.