quinta-feira, dezembro 10, 2009


Episódio: Friends.


Saudade de duas amigas

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Em janeiro, fará dois anos que nos afastamos. Vocês foram as amigas mais completas que alguém pode ter. O começo da nossa amizade, abençoada pelo Sol da Bahia, estendida ao do céu carioca, foi encantadora. Shows, letras, fotografias inesquecíveis, viagens lindas (cheias de frio e de calor), cumplicidade, doação. Assim éramos nós três. Perfeição? Não. Não estou falando de perfeições. Mas de um trio querido que chegava e saía junto da faculdade, na Tijuca. Sempre amparadas pelos pais de uma delas que nos "adotou" as duas. E nós a ele. Trabalhos ajudados, curso de inglês compartilhado... Jantares sábado à noite.
Sei que jamais, jamais, nos falaremos algum dia. Talvez, jamais as veja novamente. Eu até evitos revê-las. Deixei uma de vcs de fora, tranquei-a outsite quando vc tinha aberto as portas da sua casa, da sua geladeira, do seu guarda-roupa para nos abrigarmos. Deu-nos seus pais, seus avós, sua família. Presentes de Natal e milhões (milhões) de perdões.
Mas há erros mesmo sem desculpas. Nem peço por elas, porque acredito não ter direitos. Às vezes, na vida, enfiamos os pés pelas mãos e quando nos damos por si, já sopramos para bem distante pessoas importantes demais para conseguirmos ser felizes sem elas. E eu queria hoje dizer que estive imensamente feliz nos sonhos da noite passada. Porque as tinha novamente ao meu lado. E foi como nos velhos tempos. Todos nós. Seus pais, sua avó e nós três juntas no fundo do carro. No sonho, faltou-nos cantar as canções do Roupa. Mas como Freud diz "Nem um esquecimento é inocente". E, se não sonhei com esste detalhe, foi porque, de fato, minha fase RN ficou, graças!, no passado. Saudades distantes. Carinho eterno.
Amizade embrulhada com amor, na prateleira das minhas mais doces memórias.
Mi.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Sobre a Primavera

De dentro do meu amor,
nascem todo dia
perfumes e cantos e calores.

Uma primavera inteira
(cheia de cores)
só pra mim
.
por Filipe Couto.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Lua Nova
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Outro dia, não me recordo bem que lua era, mas lembro que assisti ao filme "Lua Nova" de Stephenie Meyer (escritora e inúmeras vezes rejeitada pelas editoras).
A pergunta que me fazia enquanto vi o segundo filme da saga "Crepúsculo" foi "Quem poderia imaginar que, em pleno século XXI, uma obra sobre vampiros ainda pudesse levar tanta gente ao cinema?" (Sim, pq no cinema é muitooo melhor!).
Vi o primeiro em Recife, em janeiro. Na verdade, entramos eu e minha prima Carol (as duas já distantes da adolescência) no shopping sem ideia do que veríamos, pq nem na internet havíamos checado qq coisa sobre. Um tiro no escuro e um fim de tarde super agradável, sob a influência do olhar caramelizado do Eduard Culler.
Comentários bonzinhos à parte, vejo o lado nada original do livro: começar falando sobre Romeu e Julieta como pista do que se trataria o restante da história? (Pensei: Hum... já vi isso antes, mais precisamente na leitura da peça "Castro", na faculdade. Quando, no início, a protagonista lê o canto sobre Inês de Castro n'Os Lusíadas. Isso sugeria, naturalmente, algo eminentemente ruim para acontecer).
Até aí, perdoamos, claro! Afinal, como diria o ditado populcar:"Não existe uma ideia que nunca tenha sido pensada" ou... "Nada se cria, tudo se copia".
As cenas que alternavam as imagens de lobo seguidas de homem (ou vice-versa), até onde imagino, foram as mais caras do filme que se passa em uma linda cidade super arborizada. Florestas incríveis do oeste dos EUA. Também me perguntei, por que o epíteto "Lua Nova"? Por que a lua estava nova para a mocinha? (nem lembro o nome da personagem feminina). Mas a resposta era pq ela estava entre dois amores: como a lua entre a terra e sol? Apagada? Cinza, preta ou azulada como é descrita a Lua Nova podendo ser vista apenas durante o dia, quando a incidência do sol é mais evidente?
Somos todos um pouco lua nova, anyway!...
Bem, no mais, foram horas agradáveis (menos que a do primeiro filme), mas me distraí. O ar do cinema estava funcionando, a tela e os sons idem. Portanto, deixo meu comentário sobre, já que é essa uma das propostas dos blogues: liberdade de expressão para postar imagens, poemas, recortes de diários, letras de canções etc. Bobagens minhas. Nada mais.

Mi.




Tocando em frente
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Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história,

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz!...
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira.

segunda-feira, novembro 30, 2009


Sem inspiração
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A ideia é "ando sem inspiração", com vontade, mas sem entusiasmo para escrever. Não sei se é porque escrever me lembra "ter de estudar pra concursos" e termino por me petrificar diante do compromisso sério que preciso, de vez, assumir comigo. Porque, no final de tudo, é a nós mesmos que temos de prestar contas. Já que a escrita está rareada, as leituras nem tanto. Posto um excerto do livro "As pequenas memórias" de Saramago, quando ele diz "Foi um instante, nada mais que um instante, mas a lembrança dele durará o que a minha vida tiver de durar". (p. 20).
Posto ainda esse textinho pequenino abaixo, de Guimarães.
A todos, Namastê.
Mi.

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem" Guimarães Rosa.
P.S. Li essa recorte na página da amiga Elisângela.
Elis, obrigada por compartilhar suas leituras. Que meu carinho chegue até aí ao Porto. Beijos, flor.

quarta-feira, novembro 25, 2009

POA
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A primeira vez que me encantei pelas imagens de POA foi durante aquela minissérie adpatada do romance "A casa das sete mulheres". Claro... as paisagens dos canyons, o verde espetacular do Rio Grande somados às aventuras do guerreiros "farropilhas" e da história de Manuela Ferreira encantam e marcam. São lembranças convidativas que sempre me seduziram. POA é uma cidade encantadora. Minha amiga Bibiana, da época de faculdade, costumava me contar sobre sua cidade. Narrativas de viagens sempre me fascinaram.
O Parque Farroupilha e todo aquele verde permeando a caminhada dos moradores tomando seu chimarrão, lindas crianças alegres passeando no Lago Negro... pareciam fazer parte de uma pintura renascentista. As imagens "presentificadas" se misturaram às que guardava do RS, enquanto via a série brasileira. Tudo se confirmou...
Gramado (Hum... longo suspiro!) parecia ter sido criada por algum santo casamenteiro, porque é belissimamente romântica, com seus lindos lagos, cachoeiras e fábricas de chocolates. Às vésperas do Natal, então, tudo parecia conspirar para a ideia de que Gramado tb foi feita por mãos de fadas benfazejas, soprando o pó mágico das cores em vermelho e verde natalinas. Fui feliz, extasiadas diante das paisagens que veria. Voltei com vontade de regressar "as soon as possible". E, quando, ou se, isso acontecer, quero respirar novamente o ar do Rio Grande do Sul como alguém que respira ares de recantos mágicos a purificar tudo por dentro.
Mi*

domingo, novembro 22, 2009



"Planejamos tudo: estudos, o dia-a-dia, as datas comemorativas. Mas nada é nosso, e o é concomitantemente. Sei, hoje, que temos apenas nossas experiências com o contraditório. Esta incoerência, às vezes, coerente que nos é a Vida. Somos sós. Somos só nós. Nós e nossas circustâncias. Nós e nossas impressões diante da vida. Somos 'um coração batendo no mundo' " (Clarice Lispector).
******

"Na vida todos temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível."
Diego Marchi.

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"Every day can be a beautiful day.

Just take a look around you
and think about all of the
wonderful things you have
to be thankful for...
the sunshine,
roses,
laughter,
close friends,
family,
music,
and beautiful dreams.
The storm is never
half as bad as it seems.
Don't let the rain ruin your day.
When the dark clouds move in
just smile,
because the good times
are on the way".
...

terça-feira, novembro 10, 2009

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O. N.i.r.v.a.n.a.
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São nos momentos mais simples do cotidiano que, por vezes, as perguntas que nos fazemos encontram suas respostas. Hoje quando saí de casa pra pegar o ônibus na praia, reclamei comigo mesma dos quarteirões que pareciam não chegar ao fim. Tentava me dizer que deveria agradecer à Vida por estar debaixo daquele lindo céu ensolarado, exalando saúde e fazendo parte daquela paisagem. Percebo agora que estava em pleno processo de harmonização, porque tentava equilibrar minhas emoções, pensando em coisas ruins e, ao mesmo tempo, me esclarecendo sobre as boas num pingue pongue de sentimentos que só encontraram fim quando entrei no ônibus, de onde via a beleza da orla, mas cercada pelo doce ar refrigerado.
Calibradas as emoções, penso que nossa verdadeira missão e certeza de Sucesso estão em aprendermos a conviver com nossos sentimentos. Porque o importante, de verdade, não é a coisa em si, a experiência em si, mas como a recebemos dentro de nós, como os fatos se acomodam em nossos corações e em nossos pensamentos.
Talvez, o que mais eu tenha feito até hoje seja isso mesmo, tentar equilibrar as minhas emoções, porque sou atravessada por várias ao longo do dia. Já diria Saramago que nós humanos somos os únicos que conseguimos sentir tudo de uma vez só. Temos a consciência concomitante de cheiros, sabores, sons e cores... O dia inteiro, fazemos sinestesia de todos esses sentidos somados a percepções de mundo, ódio, amor, desejo, cansaço, fantasias. Ufa!...
É isso. Passo o dia tomando decisões, mesmo as pequeninas (Com que roupa sair? A que horas devo chegar?), mesmo essas somente têm importância pelo efeito que provocam em nós, porque, no final de tudo, antes de qualquer outra pessoa, é a nós que precisamos mesmo prestar contas. E se nossos sentimentos estão em desiquilíbrio com o ambiente, com as pessoas, com nós mesmos, aí... não tem lindo cenário ou dia ensolarado que possa nos orientar rumo ao Nirvana, tão almejado pelos monges budistas.
Mi.

sábado, novembro 07, 2009

Penedo -AL
...

Baralho as letras das nossas conversas...

Escolho-as depois, uma a uma, até formar

a palavra Ternura.

Vejo-te em tudo o que faço...

Em toda poesia...

Por toda parte de mim.

by Mi.


terça-feira, novembro 03, 2009



Pousa a cabeça no regaço do meu sorriso, amor,

e embala-me o olhar numa canção de maresia.

E um no outro, amor, finalmente

adormecemos num improviso de mar.
Sandra Costa*






"Tenho palavras penduradas aqui nos pensamentos,

deslizando entre um e outro...

Fugindo, discretas, pelos lábios, tornando-se minha voz.

Como hóspedes inquietas, dizem-me silenciosas

que 'só tuas mãos são como estrelas

penduradas nas pontas dos meus dedos'".

Diary*



segunda-feira, novembro 02, 2009


Poema

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Esta manhã, encontrei o teu nome

nos meus sonhos.

E o teu perfume a transpirar na minha pele.

E o corpo doeu-me onde antes os teus

dedos foram aves de verão.

E a tua boca deixou um rasto de canções.

No abrigo da noite, soubeste ser o vento

na minha camisola;

e eu despi-a para ti,

A dar-te um coração que era o resto da vida

Nem mesmo à despedida foram os

gestos contundentes: tudo o

que vem de ti é um poema.

Contudo, ao acordar, a solidão sulcara

um vale nos cobertores e o meu corpo

Era de novo um trilho abandonado

na paisagem.

Sentei-me na cama e repeti

devagar o teu nome

O nome dos meus sonhos;

Mas as sílabas caíam

no fim das palavras,

A dor esgota as forças.

São frios os batentes nas

portas da manhã.

Maria do Rosário Pedreira*





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Just a dream
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Vivi um sonho lindo. Estava dentro de um quadro à tinta. Havia toda sorte de cores. Vibrantes... Por todos os lados, brilhavam demasiado. Tu estavas também. Meus olhos embaçavam-se de sono. Mas pude ver-te. Percebi, claro. Tratava-se de um daqueles sonhos cônscios. Estava consciente. A vontade de te encontrar me pôs dentro da paisagem, onde as tintas grudavam em nossos pés. Quase flutuávamos enquanto tua imagem era a única nítida. Inebriantemente cristalina. Éramos fruto de letargia. Da minha. Contudo, perdi-me de mim, de ti... Sugada pelo inconsciente. No instante seguinte, ao invés de tu e eu, éramos somente a cama, eu e a luminária.
Além de uma presença discreta, mas amiúde, persistente: tu.

...

P.S. Rio de Janeiro, 2007.