domingo, outubro 30, 2011





Uma das mais lindas palavras que escreveram em posts de fotos pessoais sobre mim, até hoje...

“Tantas quantas forem, empresta-lhes esta beleza que não estará lá... que somente está em você... itinerante, emprestando tanto brilho ao sol, ao mar, à areia, às pessoas que ali admiram a paisagem. Sorriso bonito é assim: irmão sol, irmão lua em seus olhos, o horizonte e o firmamento em sua boca”.

***

Há dias não posto. Silêncio... Ando, absorta, em meio a leituras, rabiscos, pensamentos.
No final de tudo, queria (quero!) fazer uma viagem longa, longa... pra longe... bem longe... só com meus pensamentos. 
Até!...
Mi*

sábado, setembro 17, 2011



"Saudade é amar um passado que ainda não passou. 
É recusar um presente que nos machuca.
É não ver o futuro que nos convida..."


Dia de descanso... vi TV a manhã inteira: Sala do professor, Superbonita, History Chanel, Vamos combinar... Friends (rotina há 10 anos).
É que há dias assim em que tudo se mostra tranquilo à nossa volta, como uma paisagem estática e serena, enquanto, por dentro, um mar revolto se agita dentro do coração...
Mi*

sábado, setembro 10, 2011



Alone

Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,
continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um.
Fernando Pessoa.

 

domingo, setembro 04, 2011






Pescadores de ilusão


Despretenciosamente, questionaram-me sobre o que penso acerca do capitalismo. Quem me perguntou, provavelmente, mal sabe o que é isso e quis, com minha resposta, construir um ponto de vista num cérebro ainda imaturo, embora já no caminho certo.
Mas o que ficou mesmo foi o questionamento "Por que o capitalismo deu certo". E ele deu. Deu certo e funciona, em minha humilde opinião, por transmitir às pessoas a ilusão de que têm algum controle sobre a vida, sobre a maravilhosa sensação de bem-estar que algo conquistado/comprado pode oferecer.
Porque, claro... Não dominamos pessoas, não a prendemos só porque a amamos e a desejamos junto a nós. Só porque num um segundo atrás estavam tão próximas a nós que seus corpos pareciam terem se tornando nossa própria identidade, e num minuto depois estão a quilômetros... fatiando-nos.
Não se compram vontades alheias em prateleiras. Na maioria esmagadora das vezes, não temos o menor poder sobre nós mesmos, o que dirá sobre outrem. Mas podemos seguir o rastro do imediatismo que as sensações advindas das coisas podem nos dar.
Porque... controlar sentimentos é difícil. Controlar sentimentos alheios, que moram fora do nosso corpo (vasilhame de sensações paradoxais), é mais difícil ainda...
E é aí que entra o doce veneno do capitalismo, já que comprar pedaços de felicidade dentro de uma caixa de sapatos, ou na superfície do pano de um lindo vestido, por fúteis exemplos, é bem mais fácil...


Trabalhar, juntar um dinheiro para conseguir bens, objetos materiais pode exigir muito esforço de nós, contudo, ainda assim, é infinitamente mais fácil do que manter pessoas queridas ao nosso lado. Isso não porque querem elas nos contrariar. Mas, simplesmente, porque, às vezes, têm elas vontades direcionadas a caminhos díspares. Diante disso, reinventamos objetivos inanimados, manipuláveis, controláveis; inauguramos novos sonhos. Sonhos-coisas que não dialogam, não enlaçam mãos, não amam...
Tornamo-nos, por fim, meros "pescadores de ilusão", como cantaria "O rappa".
Mi*.

sábado, agosto 20, 2011




"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos,
aqueles que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Thats it!
Just me.
Mi*


*****

A melhor dieta é eliminar o  pensamento negativo
(Minha amiga Alê, post do Face)

Assim como é impossível você construir uma casa se antes não a construiu na sua mente ou na mente do seu arquiteto, da mesma forma é impossível você ter uma vida maravilhosa se antes não a criou na sua MENTE.

A realização ou materialização é apenas CONSEQUÊNCIA.
Para que sua vida seja mais do que é agora, CRIE essa realidade na sua mente.

Você pode criar aquilo que quiser em sua mente.
CRIAR e CRER são os fatores
básicos do seu crescimento e sucesso na vida...

domingo, agosto 07, 2011


Olhe-se no espelho

Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois da coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. Olhe-se no espelho…
Lya Luft.

sexta-feira, agosto 05, 2011



Colecionador de cheiros

Colecionador de cheiros troca
um cheiro de cidade
por um cheiro de neblina
um cheiro de gasolina
por um cheiro de chuva fina
um cheiro de cimento
por um cheiro de orvalho no vento.

Roseana Murray




Viagem olfativa

 Há algum tempo, tinha guardada e sem usar um dos perfumes que mais gosto. Quando o abri e borrifei gotinhas suas, na verdade, foi como abrir uma lâmpada mágica...
De dentro sairam tantas lembranças...
Aparentemente, era apenas um líquido amerelado dentro do frasco francês. Mas através dele, fiz uma viagem olfativa doce, marcante, cheia de rastros...
A recordação de inúmeros momentos mostraram que podem se fixar na memória mais do que o perfume sobre a pele.
Pulei pra dentro do cheiro, viajei olfativamente por diferentes paisagens que me inspiraram a sonhar de novo com as viagens que adorei fazer...
Já diria um especialista: A perfumaria é uma indústria que trabalho com um dos sentidos mais importantes, mais duradouros e mais marcantes. Podemos esquecer, e esquecemos facilmente de coisas que vemos, ouvimos e tocamos, mas nunca esquecemos os cheiros, eles sempre nos trazem momentos marcantes da nossa vida.

Lembrei de Curitiba.... daquele inverno com cheiro de pinhão...
De Gramado com perfume de chocolate...
Do Rio, com o abraço da Angela, a mãe de amiga que mais gostei.
Cheiros nos marcam muito, por vezes até mais do que lembranças de sabores ou lembranças visuais e mesmo as táteis.
Amor tb tem cheiro... com nome oculto e particular, com conteúdo siginificativo para cada um de nós. Tem o nome da pessoa que amamos.
Mi*

segunda-feira, julho 25, 2011


Observe a natureza.
Tudo nela é recomeço.
No lugar da poda surgem os brotos novos.
Com a água, a planta renasce.
Nada para.
A própria Terra se veste diferentemente
todas as manhãs.


Isso acontece também conosco:
A ferida cicatriza.
A dores desaparecem.
A doença é vencida pela saúde. 
A  calma vem após o nervosismo.
O descanso restitui as forças.

Recomece.
Se preciso, faça tudo novamente.
Assim, é a vida...


P.S. É extamente esta sensação que tenho hoje: a de haver sempre essa necessidade de renovação interior.

domingo, julho 17, 2011



 DESTINO

Quem inventou os caminhos, deve ter inventado também o Destino onde eles vão dar... Vários os caminhos, incontáveis os destinos.
Como aeroportos, rodoviárias que sabem aonde se vai chegar, sem impedir, porém, quais rodovias vai-se percorrer. Depende do estado do esfalto, do tempo, da hora. Há uma previsão de vias e ruas que deem num só destino. Como remetente que escolhe o destinatário-Destino. As opções são variadas. O motorista determina, ou não.

Tenho tido uma relação tranquila, de amizade, com o Acaso até aqui. É... vejo-o em tudo e o acho incrivelmente per-fei-to. Como se a única convicção fosse mesmo a Incerteza, tudo o que pode ou não ser. Mas um questionamento persiste, passa correndo entre meus pensamentos, como uma criança levada e questionadora: "Com tantas disparidades, em meio a tantos paradoxos, será que Acaso e Destino também não constituem mais um contraste em nossa árvore genética? Não andariam ambos de mãos dadas como todas as antíteses que conhecemos?".

Talvez em meio ao Acaso, às mudanças que nunca mudam (Camões... ah, Camões), exista algo de predestinado, sim...
Cinderelicamente falando? Não. Cônscia? Acredito que sim. Parece-me que, embora tenhamos feito inúmeras escolhas em nossas vidas, optado galgar estradas distintas, chegamos, dentre tantos lugares, a algum Destino propriamente dito. Um daqueles que não acreditávamos, pq acreditar em cegonhas e coelhos da Páscoa nos era doce e ledo engano. Destino daqueles bem fatal mesmo! Que corresponde àquele adágio popular que repudio tanto "Foi destino!" ou o famoso "Era pra ser"! Urggggg! Terei eu que sucumbar a mais um paradoxo...

Mas será, meu Deus?

E, afinal, há algum Destino que consiga fugir às rédeas firmes do Acaso?
Pois que deve haver...
Desconfio que, apesar dos trilhos cruzados e descruzados, tortuosos, retos, contínuos, descontínuos, limítrofes... acabei eu chegando ao mesmo porto, ao mesmo abraço forte e apertado em que se misturam épocas e sonhos ensurdecedores...
Ao mesmo encontro, ao mesmo endereço-destino: você.
Mi.

quarta-feira, junho 22, 2011


Perdida e salva

Tentativas vãs de descrever o que me calou
Me roubou palavras e chão e ar
Me roubou de mim
E a dor some no vazio que o seu beijo preencheu
Da flor somem os espinhos
É assim o mundo que você me deu...
Não há
Sensação melhor
Não há
Sinto estar
Perdida e salva

Tentativas vãs de libertar
O sentido maior que as palavras prenderam
Quando eu disse: amo você
Em lugar de mil palavras, deixa o instinto se exercer
Deixa o íntimo silêncio percorrer só.

Apesar de ser tão claro eu não consigo entender
E apesar de ser tão imenso cabe em mim
O mundo que você me deu

Não há
Sensação melhor, não há
Sinto estar: perdida e salva


***
Porta-vozes do não dito

É natural reconhercemos fragmentos de nós dispersos em letras de canções, excertos de poemas... Parece que emprestaram os deuses a alguns seres humanos o doce dom de dizer por aqueles que se silenciam, como porta-vozes do não dito. Essa letra da Sandy, por exemplo, me descreve tb.
Eis que vivo na corda bamba de uma paradoxo: perdida e salva. E o pior... não sei como coube em mim o mundo incoerente que me deu... E vivo assim: na dor some todo o vazio que sua beijo preencheu... na flor somem os espinhos.

E a corda? Bamba... e firme como as linhas retas de uma folha de caderno. Eu não caio. E ninguém me pergunte o porquê pois os meus porque's já se esgotaram (Tantos os das perguntas quanto os das possíveis respostas). Os meus motivos pra suportar essa disparidade consomem-se e renascem de si mesmos como Fênix. Drummond, para consolo dos inquietos, diria: Existem mil motivos para se odiar uma pessoa, e uma só para amá-la. Pois... escrevo, porque as letras sao meu corrimão (=apoio, ponto de um fragil equilíbrio).
Mi-com sono e sem mais para o "doce" momento.




"Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração,
 respeito, ternura, tesão.
Com tantos sentimentos arrumados cuidadosamente
na prateleira de cima,
tinha de ser justo amor, meu Deus?"

Caio Fernando Abreu.