quinta-feira, abril 03, 2014




MORADA



Como cortar pela raiz se já deu flor?
Como inventar um adeus se já é amor?
Como cortar pela raiz se já deu flor?
Como inventar um adeus se já é amor?

Não quero reescrever as nossas linhas 
Que se não fossem tortas não teriam se encontrado 
Não quero redescobrir a minha verdade 
Se ela me parece tão mais minha quando é nossa. 

Como cortar pela raiz se já deu flor?
Como inventar um adeus se já é amor? 
Como cortar pela raiz se já deu flor? 
Como inventar um adeus se já é amor? 

Não me deixe preencher com vazios 
O espaço que é só teu 
Não se encante em outro canto se aqui comigo 

Você já fez morada... 

(Sandy Leah).
Para minha florzinha de primavera.



sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Nas primeiras horas da manhã 
desamarre o olhar
deixe que se derrame 
sobre todas as coisas belas
o mundo é sempre novo 
e a terra dança e acorda
em acordes de sol.
Faça do seu olhar imensa caravela.

- Roseana Murray


terça-feira, fevereiro 18, 2014


Meu dia é longo, como a tua ausência:
caminho numa sucessão de sóis sem fim,
com pés cortados por espinhos de memória, 
rumo a um sonho que sempre se afasta de mim. 
É que tens, Amor, todas as estrelas nos olhos,
e luas e cantigas no teu doce colo. 
Sem ti, não adormeço, nem amanheço.
E nem sei se existo. 
(por Filipe Couto)


sábado, fevereiro 08, 2014

Jamais esquecer de quem vc é

Acordei indisposta e, por isso, aproveitei pra relaxar passeando na TV. Uso o verbo "passear" porque o aparelho me remete mesmo à ideia de janelas, já que abrimos uma e outra ao nosso bel sabor. Até pousarmos naquela que nos oferece melhor vista, a melhor parada.
O GNT é sempre uma boa pedida, já que parece ser um canal feito para a mulher. O "Saia Justa" com seus papos "cabeça", as dicas de moda com os "Vamos combinar" e "Super bonita" me levaram ao Rio e a SP. E que passeios deliciosos! 


De Ipanema aos dias de sol no Pq. do Ibirapuera... rever isso tudo me fez suspirar e lembrar de mim aos 20. Ou melhor de uma parte de mim. Aquela que ia muito a museus, teatros, shoppings maneiríssimos e praias incríveis. 

Mas o curioso é que, enquanto eu era essa Mi da qual sinto hj a falta, antes tb sentia a falta de viver parte da Michelle que sou hoje. Então... o que fazer para misturar nossos aspectos mais legais e convivermos com eles numa sincronia perfeita?


Para sermos, completos, para nos sentirmos assim, é preciso equilibrar tudo que gostamos em nós e, mesmo qdo não nos for possível, nos esforçarmos, pegando o 1o avião para os lugares que amamos? Ou, no meu caso mais provável, tirando da prateleira, aqueles livros empoeirados que não terminei de ler?


Deixe-os de lado exatamente como fiz com aquela parte curiosa de mim mesma... Então... lá vou marcar um encontro comigo, reencontro. Isso depois que passar o mal estar, ou... o comodismo.
Mi*

sexta-feira, janeiro 31, 2014

Sincericídios

Projeto de escrita neste ano é o de tentar escrever um pouco a respeito do que penso sobre cada aspecto das nossas vidas. 
Mas, claro... como Raul Seixas, sem a pretensão de ter uma opinião formada sobre tudo, pois realmente não pensei sobre tudo na vida. 
Mas sobre a sinceridade... acho que devemos refletir todos os dias. Afinal de contas, devemos praticará-la ou a deixarmos de lado para nos tornarmos alguém sempre agradável e bem visto?



Há uns meses, assisti ao filme "O grande mentiroso", com ator e diretor inglês Ricky Gervais. O personagem dele vive num contexto em que todos são demasiadamente sinceros, mas ninguém se ofende e os diálogos são uma grande comédia. 
Na vida real (não na vida ideal), crescemos e somos ensinados a deixar a sinceridade restrita para certos momentos ou mesmo abafá-la para evitar constrangimentos, sobretudo quando nossa opinião não nos é solicitada. Até que chegamos a um ponto em que falar o que pensamos de verdade para alguém se torna uma missão, um desabafo, ou apenas malcriação.

Já falei a verdade por desabafo, missão e malcriação e, em todas elas, não me senti nada bem...

É que há, sem dúvidas, verdades que não precisam ser ditas. São desnecessárias, uma vez que sua real intenção não seria de magoar. Certa vez, vivi o dissabor de "cometer" desabafos sobre uma família amiga, a diferença é que não fiz diretamente e a intenção era de não serem lidos... Pq eram apenas desabafos. Não eram a parte mais pesada da balança, o afeto tinha muito mais peso. O resultado foi me sentir culpada por pensar o que pensei e ponderar ainda mais minhas conclusões sobre tudo. Evitamos, por vezes, cometer os sincericídios com receio de não sermos benquistos e o pior pode mesmo acontecer: magoarmos, perdermos, para sempre, afetos queridos.
Então, o que fazermos? 
Falarmos sobre tudo o que pensamos acerca dos nossos amigos (as) e etc? Pensarmos em silêncio? Ou até mesmo sequer pensarmos, já que podemos cair na tentação de relatar isso com amigos ou de anotarmos em diário? Tudo hoje parece veículo de comunicação, ainda que não queiramos.

Vivemos na corda bamba e, por sorte, (ou, na verdade, raramente) somos bem interpretados quando somos sinceros uns com os outros. O outro, quase nunca, quer ou está pronto para ouvir verdades, talvez... nem a mereça saber, porque as verdades mudam a partir de pontos de vistas e de momentos também. Será que temos o direito de sermos os porta-vozes da senhora Verdade amiúde e a qualquer custo?
O que ganhamos quando deixamos as pessoas saberem o que pensamos sobre eles? Quando as julgamos e as concluímos?
É pra pensar... E é complicado! 

Mi- em busca de uma opinião formada sobre*

sábado, janeiro 11, 2014



Viemos ao mundo para cumprir quem somos
(Saramago)

É início de um novo ano e é uma delícia a ilusão de recomeçar a contar o tempo. Digo ilusão, pq, na verdade, o é. Mas o importante mesmo é essa anestesiante recontagem. De novo, passaremos pelos mesmos meses de outrora, mesmas estações e já sabemos como a natureza fala através de cada uma destas.  Haverá novidades, mas haverá reencontros de algumas certezas. Nosso corpo vai seguir como o fluxo do tempo, adiante, envelhecendo ainda que tb nós procuremos iludir a passagem do tempo que se espelha em nós. Nada disso importa. Estamos vivos. Vamos recomeçar. Sacudir as lembranças ruins, os dissabores, os desafetos. Cobrir-nos de doces e travessuras. Limpar a voz do coração que ficou rouca até o final do ano. Cantar a vida e sermos fabulosos exatamente do jeito que somos, pq viemos ao mundo pra isso: cumprir quem somos.
Feliz 2014!
Tim-tim!
:)
02 de janeiro de 2014


A gente erra quando acredita demais e erra também 
quando acredita de menos. A gente erra em se arriscar muito e erra se 
não se arriscar. A gente erra por sorrir o tempo todo mas ainda sim erra
se deixar faltar sorriso. A gente erra por amar tanto e erra do mesmo 
jeito por amar pouco. A gente erra por levar a vida desse jeito e erra 
se não levar de jeito algum. A gente vai errar sempre, então já que 
vamos, que tal errar para o lado que te faz mais feliz?


segunda-feira, outubro 28, 2013

Without

{...} É que sem amor um leque de fragilidades
se antecipam a nós, de modo que não há nada senão fissuras, 
fragmentos, corrosão.
O que poderia ser pangeia, torna-se continentes à deriva de si.

Amor é inteireza, é mão entrelaçada, é sol e chuva.
Um mundo de contradições equilibradas.

terça-feira, outubro 15, 2013


Épocas de adeus...

Não é do meu feitio fazer postagens baixo-astral. Se falo sobre esses Adeus, na verdade são mais uma homenagem, a minha forma de dizer um "Vou sentir sua falta neste mundo". Não há como essas ausências passarem despercebidas... No início do ano, perdi meu querido professor de graduação, o Cláudio. E tb a perda do meu avô ecoa mto forte ainda. Agora, foi minha avó paterna. Não a via desde que estive em Recife, em 2010. A falta de contato não diminui o carinho que sentimos por alguém. Muito menos, quando se há tão doces lembranças. Ela era aquela típica avó: velhinha, costureira que cozinhava bem e nos fazia perguntas sobre a vida pessoal, da qual ela pouco sabia. Dava-nos dinheirinhos escondido dos outros netos, querendo agradar os 2 netos distantes (Eu e O Dinho). Olhava-nos com um olhar "Pena que vcs têm de ir". 

Cresci com ela até os 6 aninhos, quando meus pais se separaram. Via-a sempre nas férias, mas o que mais me lembro dela é fazendo suquinhos de maracujá colhidos, na hora, no quintal pra me acalmar e distrair quando meus pais (jovens, tão jovens!) se desentendiam. Lembro-me sempre, ao atravessar as ruas, dela me ensinando, qdo pequena, em Boa Viagem, como se deve passar para o outro lado da calçada. Lembranças boas de alguém querido que passou pela terra, uma pessoa a quem pertence parte da minha genética no meu corpo, corpo que, hoje, perdeu um pouco mais da sua referência.

Deixo aqui a lembrança do último abraço apertado e meu suspiro de saudade pela minha voinha.
Mi* 

segunda-feira, outubro 14, 2013


You


Tem gente que, quando senta do nosso lado, nos dá a habilidade de ver o mundo mais bonito. Nos faz escutar uma música que já tínhamos ouvido tantas vezes parecer totalmente nova. Que nos faz ver mais estrelas no céu do que a gente já tinha enxergado antes. Que faz vento no rosto parecer carinho. Que faz abelha voando na flor parecer a mais graciosa dança. Que faz sol na pele parecer alegria que energiza corpo adentro. 



Tem gente que quando chega perto, o mundo se acende...e tudo fica tão mais claro, mais leve, mais gostoso de viver. Tem gente que a gente não sabe bem por que, mas quando tá juntinho de nós o riso fica solto, o coração fica sereno e feliz, a alma transparece, se entrega, e a gente se sente abraçado por Deus. 

É simples assim... tem gente que sem dizer nada, nos envolve em seu amor e aura de luz, e faz a gente lembrar de novo como é bom ser feliz...


Demonstre afeto ao seus afetos

“Mostre às pessoas que vc ama que, realmente, vc as ama...”, pensei muito nessa frase nos últimos esses dias que após a partida do meu avô. Aquele homem simples e bigodudo, cheio de disposição e cheirinho de oficina, que me ajudou muito e procurava me agradar como sabia e podia... que guardava (sempre!) chocolatinhos pra mim dentro do carro e não desistia de me entregar em mãos mesmo que já estivessem todos derretidos de espera. Saber que nunca mais vou vê-lo em reuniões de família, ou me esbarrar com ele pelas ruas do bairro, me fez concluir que há mesmo clichês cheios de sabedoria: “Mostre às pessoas que vc ama que, realmente, vc as ama... Antes que isso seja tarde demais”. Por que tenho tanta dificuldade em mostrar a isso a algumas pessoas?
Eu estava sempre com pressa, lhe sapecando um beijo rápido no rosto e um abraço fugaz, mas o amava e nunca soube demonstrar bem isso. E hoje só queria dizer aos meus amigos que “Mostrem às pessoas que amam que, realmente, vc as amam...”. Ver um pai (o chamava assim), um avô... sumindo para sempre dentro de uma gaveta fria é ridículo e não faz o menor sentido, sobretudo qdo sabemos que poderíamos ter feito de certos momentos mais eternos do que são. E onde ele estiver, quero devolver sua célebre frase aos filhos e netos: “Pai te ama, filha minha!”, enquanto passava a mãozinha em nossos rostos, o meu singelo “Também o ama, pai” (E sempre vai amar. [É o que importa]).
Mi*

quarta-feira, julho 17, 2013






TODO HOMEM DEVE LER!... 

Por Arnaldo Jabor

"É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranquila e saudável, é desencanada e adora dar risada.

Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps.

Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí?
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!"

"E não se esqueça...Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!"