domingo, fevereiro 08, 2009



Sexta-feira, fomos a um barzinho na praia...
Devido ao calorão, ficamos do lado de fora e vinha
uma brisa gostosa da Baía.
Pedimos aquele prato bastante engordurado, mas que é uma delícia.
Depois, nos culpamos (como sempre) pelo excesso.
Para compensar...
Tomamos um milkshake no McDonald's! (:))
Voltamos bem magrinhos pra casa...
Minhas aulas na nova Pós ainda não começaram,
eu estou prestes a defender a dissertação,
contudo estou demasiadamente atrasada com a escrita do texto.
Não consigo estudar, por mais que programe meu dia.
Sinto-me cansada para fazer as leituras saramaguianas,
pq nos livros de JS sempre chego àquela altura
em que a leitura parece enfadonha. Excessiva!
São todos estes os sintomas de uma bela TPM, ou seja: eis-me no olho do meu próprio furacão.
Em meio a isso, entrei no shopping para namorar a coleção de
"As brumas de Avalon", na livraria. Uma edição bem bonita.
Capa cinza, meio azulada, acho e aquele cavaleiro segurando
a enorme espada (Excalibur) na mão direita. É a mesma imagem
da edição antiga com capa vermelha.
Passei alguns minutos, lendo o primeiro capítulo inteiro.
Embora conheça a história mediante o filme, é uma delícia ver a
fada Morgana narrando. Sem excessos...
Mas ainda preciso esperar um pouco até comprar esta obra.
Sei quem sou eu, me conheço...
Se a comprar, não lerei mais nada até acabar.
E eu preciso ler tantas outras coisas, "obrigatoriamente".
Mi*

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ

Futilidade

Ontem saí para passear com meu lado fútil.
E quer saber?
Que mal pode haver nisso?
Há anos, venho estado dentro de livros
empoeirados pelo tempo.
Conhecendo nomes de autores póstumos e
vivos... Tudo isso numa busca frenética
por lutar contra minha mediocridade.
Sim, claro.
Reconheço meus momentos de alienação.
Sinto isso quando assisto ao seriados
(enlatados americanos), como Friends,
Sex and the city e novelas de TV (adoro-os!).
Adoro-os, embora reconheça tb que há coisas
muito mais sérias para se passar pela cabeça de alguém.
Eu estudo por sobrevivência intelectual.
Mas acho uma delícia passar nas lojas
que gosto
(sobretudo em épocas de promoção)
e comprar os jeans, as camisetas, os tamancos...
Estes objetos que povoam o meu doce
e encantado universo feminino e
que, por vezes, promovem o bem-estar
de uma mulher.
Ontem levei ao shopping "a outra Michelle".
Hoje, para compensar, trouxe para os livros
de Saramago esta outra que preciso buscar e
constituir todos os dias... um pouco mais.
Diary Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ.



"Se passo as minhas lembranças ao papel, é mais para que não se
percam (em mim) minutos de ouro, horas que resplandecem como sóis
no céu tumultuário e imenso que é a memória. Coisas que são
também, com o mais, a minha vida".
José Saramago.
***************

terça-feira, fevereiro 03, 2009


"Saudamos tua chegada, meu amor, e, até o riozinho,
que abastece, de fresca água, as plantinhas, que plantamos, como
o amor de nossas mãos, vem apressadamente,
pelos seixos, dar-te as boas-vindas."

Jorge Humberto.

Meu xodó, meu pitéu, meu nenemzinho que vi nascer, ajudei a alimentar.
Que bati, chutei, mordi rssss (Sou má mesmo!).
Meu Léo, meu irmão, meu coração.
(Mi, Léo e Geisinha - Natal na Bahia).

segunda-feira, fevereiro 02, 2009


Primas:
Camila e Carol Rolim.
Porto de Galinhas - Pe
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Acabei de ler esta frase no livro de Saramago...
Claro que me identifiquei e quis postá-la aqui
no meu cantinho, minha "toca".
"Não se sabe tudo, nunca se saberá tudo, mas há horas em que somos capazes de acreditar que sim, talvez porque neste momento nada mais nos podia caber na alma, na consciência, na mente, naquilo que se queira chamar ao que nos vai fazendo mais ou menos humanos"- Saramago.
Isn't ironic?

Parece engraçado, mas com toda esta tecnologia da sociedade ultra moderna da qual faço parte, ainda sinto falta de escrever a punho. A impessoalidade da tela, a ausência da caligrafia que me identifique, tudo isso me provoca estranhamento, e em virtude disso, surge um certo desânimo de escrever...
Acho que, por isso, tenho escrito cada vez menos sobre minhas impressões de vida...
Ontem foi dia de Iemanjá. Minha prima Mille (esta loirinha que aparece comigo nas fotos), esteve na praia lhe fazendo oferendas. Iemanjá (Janaína, what ever!) é uma linda imagem feminina de Deus, da Deusa.
Uma versão... amostra de sua existência, pq estiluma a credibilidade das pessoas em algo além de seus próprios limites visíveis.
Fiquei pensando que, na adolescência, eu e Jack fomos até o Rio Vermelho lhe deixar umas flores brancas...
Naturalmente, meus olhos pagãos, hoje, alijou para longe qualquer comportamento de crendice, mas às vezes, tento encontrar aqueles antigo olhar que eu tinha...
Olhar entusiasmado, sempre à procura e mais crente...
O lado bom é que estou menos ansiosa, mais segura e mais certa de que o mundo é povoado de disparidades. Não há mal nenhum nisso.
Lembro que, aos dez anos, comecei a questionar acerca das verdades absolutas nas quais tentam nos enfiar guela abaixo, sobretudo qdo pequenos.
Hoje, questiono apenas o fato de, nas religiões, haver muita adoração.
E se houvesse um equilíbrio?
Uma balança que nos ajudasse a medir certas coisas?
Poderíamos aprender a adorar a nós, uns aos outros e a diversidade da vida.
Mas as religiões nos querem só para elas... Nos vêm com esta idéia de que “Deus é ciumento”. Deus (se ele há, e por certo existe de alguma forma) não deve ser ímã de sentimentos mesquinhos como o ciúme.
Quem já se viu?! Ciúmes...
Temos o direito de escolher nossos deuses.
Ele existe, decerto. Mas a forma de o sentirmos é diferente há milhares de anos.
A minha pena é ver que as pessoas ainda não compreendam isso, mesmo em dias atuais.
As religiões deveriam apenas nos religar a nossa interioridade. Esta é origem do verbo.
Gosto daquele velho cumprimento budista “Namastê” (O deus que há em mim saúda o deus que existe em você”.
Sempre achei coerente esta saudação, em que as mãos se unem e se abaixa a cabeça em sinal de respeito à “deusidade” do outro.
Inventaram tantas coisas desde a existência do primeiro homo-sapiens.
Uma infinitude de avanços tecnológicos...
Todavia, ainda nos falta quem invente a balança para medirmos nosso grau de bom-senso, ou o respeito pelas opções alheias.
Bem, mas se eu mesma não respeito esta minha vontade louca e obsoleta de escrever com esferográfica num reles papel? Não posso exigir nada da humanidade.
Ela (eu, nós) sempre foi assim...
Diary/ Mi*.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Instito Ricardo Brennand


...
Instituto Ricardo Brennand
em cartaz: amostras do Brasil holandês.
....

ÚLTIMO SONETO
Que rosas fugitivas foste ali:
Requeriam-te os tapetes - e vieste...
- Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.
Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste -Como fui de percal
quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...
Pensei que fosse o meu o teu cansaço
-Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...
E fugiste... Que importa ?
Se deixasteA lembrança violeta que animaste
Onde a minha saudade a
Cor se trava?...
Mário de Sá Carneiro.

Recife - Pe
Depois de anos, voltei ao Recife.
Cruzei boa parte do nordeste, outra parte do sudeste...
Revi parte da família, a que interessa,
meu pai sobretudo.
Fez-me bem!
Estava precisando tanto de uma sensação
muito forte, de algo que me absorvesse
por completo.
Consegui-o.
Quando me sinto da maneira como
estava me sentindo, o melhor a fazer
(eu me conheço) é arrumar as malas e ir
para longe. A vida merece isso de nós...
Que procuremos todos os dias, um meio
novo de nos fazer felizes.
Nem que seja comer um morango com
chocolate no shopping, uma água de coco
na praia, ou em qualquer parte que seja.
Há várias e pequeninas coisas capazes
de tornar nosso dia mais feliz.
Indo para o Recife, eu procurei por
uma destas coisas, e a achei.
Mi*
*********
"And when they tell you that you're crazy,
You've got to try to settle down,
You got to turn yourself around,
Life is more than just good times, and parties".

sábado, janeiro 03, 2009



Salvador, 03 de janeiro de 2009.
Mais um Natal passou. Outros tantos virão. Certamente (Que assim seja!).
Fiquei com minha família na noite do dia 24.
Há exatos 6 natais, não ficava com eles. Depois, me reuni à Mile, Ivana e ao meu grande amigo Sérgio. Acabamos dormindo (eu e Ivana), enquanto o pessoal berrava no Karaokê. Na verdade, nem sei como conseguimos, pq as vozes esganiçadas comprometiam o sono de qualquer mortal. A vozinha de Mille salvava a pátria, a espaços.
Estou escrevendo, porque este verbo é meu companheiro incondicional. Minha verdade absoluta. Um mar de leite onde nado, me afogo, renasço pra escrever... voar novamente. Estamos em Salvador há alguns dias.
Todos saíram, mas assinalei a opção "Ficar em casa". Em contraste com a outra Michelle (a da adolescência), penso que jamais perderia a oportunidade de sair com os amigos e amigas. Mas cansei...
Passei a tarde inteira com eles na praia, e aquele ambiente de pagode (nada a ver comigo) esgotou meu estoque de paciência. Fiquei mais pelas companhias, pelo ambiente... Acho que, com os anos, minha dosagem (para tudo) está comedida. Não sinto mais aquela necessidade de sair e de ver o mundo, pq já fiz isso. A família Cherém me deu isso tudo. Vi, aprendi, vivi...
Minhas escolhas, hoje, estão tão diferentes. Contudo, não quero me afastar dos amigos de longas datas e me privar de suas doces companhias, porque me tornei tão diferente. Fiquei. É sábado à noite, capital... mas fiquei. Fiquei comigo, com o silêncio fecundo do meu coração, com minha necessidade de solidão escolhida...
Michelle*